domingo, 19 de fevereiro de 2023

Escola Secundária Henriques Nogueira

 Título: [Escola Secundária Henriques Nogueira] [Fotografia]

Autor(es): José Cruz Vale

Sinopse: A escola em junho de 2022

Trandformar a educação


Título:
Transformar a educação: dá voz às tuas ideias: recomendações para melhorar a educação [ebook]

Autor(es): Rede de Bibliotecas Escolares

Ver descrição completa no OPAC

Descarregar ebook (PDF)

Sinopse: Coincidindo com o encerramento da Cimeira, a Rede de Bibliotecas Escolares lançou a iniciativa Transformar a educação: Dá voz às tuas ideias! da qual se esperavam futuros encontros e decisões para tornar a educação equitativa, de qualidade e relevante, para enfrentar os desafios do século XXI.
Realizada entre 22 de setembro e 31 de outubro de 2022, a iniciativa da RBE facilitou a reflexão, discussão e ação das crianças e jovens, propondo 9 atividades que puderam ser adaptadas a todos os níveis da educação, do pré‑escolar ao ensino secundário.
Analisados os contributos das escolas, verifica-se que a linha de ação 1 colheu o maior número de propostas e a 4 o menor.
A publicação que agora se apresenta colige as linhas gerais das conclusões registadas pelas escolas.

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Escola Comercial e Industrial de Torres Vedras

Título: [Escola Comercial e Industrial de Torres Vedras] [fotografia digitalizada]

Sinopse:  Fotografia da Escola Industrial e Comercial de Torres Ve3dras, em 1976, atual Escola Secundária Henriques Nogueira.

Iconografia queirosina

Título: Iconografia queirosina

Autor(es): Biblioteca Nacional

Publicação: Biblioteca Nacional

WWW: https://purl.pt/93/1/iconografia/index.html

Sinopse:  coleção de imagens relativa à vida e à obra de Eça de Queirós.

Ciência: banco de imagens

 Título: Banco de imagens [de ciência]

Autor(es): Casa das Ciências 

Publicação: Casa das Ciências

www: https://rce.casadasciencias.org/rceapp/

Sinopse:Biblioteca de imagens de utilização livre organizada em 7 Categorias: Biologia, Física, Geologia, Introdução às Ciências, Matemática, Química, Astronomia, Perrnite a submissão de novas imagens.


Audioblogue - Poesia

Título: Conta-me um conto que nunca contaste a ninguém [blogue]

Autor(es): Andante Associação Artística 

Publicação: Blogger

www: https://conta-meumconto.blogspot.com/

Sinopse: Espaço online que se afirma como um audioblogue, onde se alberga um biblioteca de textos, especialmente poemas, lidos em voz alta.



Palácio Nacional de Mafra

 Título: Visita guiada: Palácio Nacional de Mafra [vídeo online]

Autor(es): Paula Moura Pinheiro

Publicação: RTP Play

Duração: c. 35 min.

www: https://www.rtp.pt/play/p7378/e504978/visita-guiada

 

Casa de Camilo

 Título: Casa de Camilo [sítio]

Autor(es): Casa de Camilo - Museu. Centro de Estudos

WWW: www.camilocastelobranco.org

Sinopse:  sítio da casa-museu de Camilo Castelo Branca que procura manter viva a memória da vida e da obra do escritor português.

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Para compreender a ansiedade

Título: Eu sinto.me | #2 Ansiedade [vídeo]

Autor(es): Ordem dos Psicólogos

Duração: c. 10 min.

Sinopse: Para compreender como funciona a ansiedade e saber como lidar com ela.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Poema: Ainda bem


Ainda bem
que não morri de todas as vezes que
quis morrer — que não saltei da ponte,
nem enchi os pulsos de sangue, nem
me deitei à linha, lá longe. Ainda bem

que não atei a corda à viga do tecto, nem
comprei na farmácia, com receita fingida,
uma dose de sono eterno. Ainda bem

que tive medo: das facas, das alturas, mas
sobretudo de não morrer completamente
e ficar para aí — ainda mais perdida do que
antes — a olhar sem ver. Ainda bem

que o tecto foi sempre demasiado alto e
eu ridiculamente pequena para a morte.

Se tivesse morrido de uma dessas vezes,
não ouviria agora a tua voz a chamar-me,
enquanto escrevo este poema, que pode
não parecer — mas é — um poema de amor.
 
Maria do Rosário Pedreira, Poesia reunida

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Para além da curva da estrada


Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.

Fernando Pessoa. Poemas Completos de Alberto Caeiro. Lisboa: Presença, 1994.

A hipótese do cinzento

A hipótese do cinzento


Num país a preto e branco
recomendaram-me o cinzento. Um recurso
extraordinário. Com a hipótese do cinzento poderia
ensaiar
soluções inusitadas –
experimentar o morno (que não é frio nem
quente)
explorar o lusco-fusco (que
não é noite nem dia) praticar a omissão
(que não é mentira
nem verdade). Preto e branco misturados permitiam
finalmente
viver em conformidade
desocupar os extremos (tão alheios à virtude)
liquefazer-me na turba
no centro na
média
dourada. Com a paleta dos cinzentos poderia
aprimorar a arte da sobrevivência que
(como os mansos bem sabem) é
não estar vivo
nem morto.

 João Luís Barreto Guimarães, Nómada. Lisboa: Quetzal, 2018.

 

Auto da barca do inferno, de Gil Vicente [vídeo em linha]

Título: Grandes livros: Auto da barca do inferno, de Gil Vicente [vídeo em linha]

Produção: Companhia das Letras, 2009

Publicação:  RTP Ensina

 www: https://ensina.rtp.pt/artigo/auto-da-barca-do-inferno-de-gil-vicente/

Sinopse: Num ancoradouro, dois barqueiros, um Anjo e um Diabo, aguardam passageiros que viajam para o outro mundo. Este é o pano de fundo para o quadro que Gil Vicente, dramaturgo da corte portuguesa no século XVI, vai desenhar da sociedade de então. Representado pela primeira vez em 1517, O “Auto da Barca do Inferno”, tem como ação o julgamento num cais, onde os juízes, um Anjo e um Diabo, discutem quem entrará na barca de cada um, condenando os seus passageiros à viagem para o Céu ou para o Inferno. “Mestre de Retórica de Representação”, Gil Vicente foi contemporâneo dos Descobrimentos mas, ao contrário de Camões, que exaltou os feitos portugueses, fez antes uma crítica mordaz, na caricatura que construiu da sociedade portuguesa de então. Dramaturgo na corte, onde viveu cerca de 35 anos, foi o homem de confiança da Rainha D. Leonor e, para além de escrever e encenar as suas peças, organizava também as Festas Reais. Homem dos “sete ofícios”, julga-se que foi também ourives e Procurador dos Mistérios na Câmara de Lisboa. Gil Vicente foi consensualmente considerado o “pai” do Teatro português.